terça-feira, 14 de junho de 2011

Preservação Ambiental – Uma Atitude

Diante da constatação de que a ação humana contribui, mesmo que parcialmente, para a ocorrência de catástrofes naturais, nada parece mais óbvio do que restringir as atividades que ameaçam o equilíbrio ambiental. Porém, na prática, essa lógica esbarra na ambiguidade humana. Ao mesmo tempo que se quer preservar para ter onde buscar mais, também se degrada, porque os caprichos do consumo, como vetor de sucesso, são insaciáveis.
Esse conflito situa grande parte da sociedade em algum ponto entre a satisfação de seus delírios de consumo e o dever de assumir uma parcela de responsabilidade no que toca à preservação. Se a geração de empregos, bens e serviços de forma sustentável fosse o único problema a ser resolvido, o desafio já seria suficientemente grande. Mas a atual cultura do inédito agrava ainda mais a situação, pois é a mesma do descartável, do desperdício e, consequentemente, da geração de toneladas a mais de lixo.
Ademais, os custos ambientais e de produção representam pontos sensíveis da discussão. Ela envolve interesses político-partidários, mercados interno e externo, competitividade e peculiaridades regionais numa árdua tarefa de buscar o consenso possível. Exemplo dessa dificuldade, no caso do Brasil, é a proposta de Reforma do Código Florestal, atualmente em revisão no Senado. Há onze 11 anos as bancadas ruralista e ambientalista discutem, às turras, formas de minimizar o custo para a produção e para o meio ambiente. E o consenso ainda parece distante.
Talvez, ao interpretar o operário Carlitos, no inesquecível filme Tempos Modernos, Charlie Chaplin já vislumbrasse este impasse que, a partir da revolução industrial até os dias atuais, vem imprimindo profunda e rápida transformação na dinâmica social. Teria também antecipado que a expansão do processo de mecanização e de outros meios de produção chegaria a exigir tanto da natureza a ponto de pôr em risco a continuidade da vida na Terra.
Um fato é que, a despeito de todas as obstinadas tentativas humanas, a natureza continua indomável.  Por isso, não há espaço para ambiguidades ou indecisões, mas para atitudes firmes e gestos concretos que protejam os diferentes biomas e busquem minimizar os danos que nosso estilo de vida lhes impõe. Numa hierarquização utópica, essa lei (a da preservação) teria que ser aperfeiçoada dentro de cada um antes de virar um novo código de conduta social.

2 comentários:

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  2. Oi, amiga. Concordo contigo. Mas a coisa precisa começar desde criança. É na escola primária que os futuros cidadãos deste país entram em contato com a necessidade de preservar a Natureza. Já há, felizmente, professores que enfatizam esse procedimento, embora não seja sistemático. Infelizmente nem todas as escolas fazem o mesmo, até porque não é matéria obrigatória. Lamentável. Beijão da Jô

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